6 aprendizados de quem empreende há mais de 40 anos

Ter um propósito e questionar as próprias certezas tornam o empreendedor mais resistente a adversidades

O norte-americano Thomas Edison deu uma grande contribuição para o mundo ao inventar a lâmpada elétrica. Para os empreendedores, ele deu uma grande inspiração ao resumir os seus insucessos. Após tentar milhares de vezes e finalmente encontrar uma solução que funcionasse, Edison afirmou: “Eu não fracassei. Simplesmente descobri 10 mil maneiras que não funcionam”.

1. A superação é diária

Para Eloi, os empreendedores precisam todo dia repensar, recriar e reprogramar suas empresas. O resiliente é aquele que consegue mudar sua gestão para ganhar mais produtividade e consistência. É aquele que tem atitude de mudança –e nem sempre a mudança precisa ser motivada por um evento traumático.

“Tudo o que antes usávamos na internet não usamos mais. Tudo o que usávamos contabilmente não usamos mais. O próprio banco, como será nos próximos anos? Haverá agências? E as lojas físicas? Como fazer o off-line conviver com o online?”, diz Eloi, exemplificando a necessidade de encarar as transformações.

2. Questione suas certezas

“O resiliente precisa ter consciência de que dessa vida não vamos levar nada”, afirma. Pensando assim, o choque com as próprias crenças não parece tão assustador. Você pode arriscar, refazer e repensar. “O meu mapa mundi fica sempre de ponta cabeça, com a América do Sul para cima. Acham que eu sou maluco, mas para mim é assim. Eu também sempre penso que nada do que me trouxe até aqui me levará ao próximo passo”, conta Eloi.

3. Tenha um propósito e não desista

Para o fundador da Flytour, resiliente é aquele que consegue chegar ao ponto final. No caso de empreendedores, são aqueles que não vendem suas empresas antes que ela dê resultados e que não desistem antes de alcançar seus sonhos. Uma parte importante dessa fórmula são objetivos claros. “O resiliente tem, acima de tudo, propósitos.”

Segundo Eloi, todos nós temos frustrações, mas precisamos encontrar maneiras de fazer nosso produto ou nossa visão sobreviver por vias alternativas se a primeira tentativa não deu certo. Se uma avenida importante estiver parada, por exemplo, o motorista não vai deixar de chegar ao seu destino. Vai desviar do tráfego usando uma rota alternativa. “O mundo sempre foi comandado por loucos de boas e más intenções. Vamos ser loucos de boas intenções.”

4. Vivemos dos outros

O resiliente também sabe se relacionar com as pessoas. “Já tive ótimos franqueados, que tinham um histórico em grandes empresas, e que começaram a ter problemas assim que contrataram o primeiro funcionário. Eu tenho funcionários que estão na empresa há mais de 30 anos.  Alguns inclusive já se aposentaram. Isso é uma satisfação para mim”, afirma Eloi.

Para ele, nenhum resiliente sobrevive sem as pessoas e sem humildade. Na sua história, nos momentos mais difíceis, ele sempre tirou muita força de sua família e sua fé. Certa vez, quando perdeu um emprego, ele voltou a morar na casa do sogro. “A gente vive dos outros. Isso é bacana.”

5. Mirar em bons exemplos

Um exemplo de resiliência para Eloi foi a Copa do Mundo no Brasil. Havia quem temesse um fracasso durante o evento, mas passou longe disso, e todos os turistas foram muito bem tratados. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas foram um exemplo para os brasileiros de que é possível dobrar o número de turistas no país nos próximos 10 anos.

Outro exemplo que ele gosta de usar são os países da antiga Indochina, como Laos, Camboja e Vietnã. Eles estavam destruídos, mas conseguiram se reerguer. “São o melhor lugar para se fazer turismo hoje. Além disso, ganharam força na agricultura. Toda cafeteria americana, por exemplo, usa café produzido no Vietnã”, diz o empreendedor.

6. Ter pensamento positivo

Pensamento positivo é outro ingrediente fundamental para a resiliência, “Se as startups não tiverem pensamento positivo no momento que o país está vivendo, voltaremos a ter só 10 grandes empresários no Brasil, e isso não é bom. “Temos que seguir acreditando. A lógica é: quantos erros eu terei que cometer para acertar um? Para acertar uma vez, é preciso fazer muita besteira antes.”

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